sexta-feira, 1 de abril de 2011

Verdade

“A verdade é que sou intensa demais e não há quem dê jeito nisso. Sofro dores que não são minhas. Vibro com alegrias que não me pertecem. O bom de tudo é que, toda noite antes de dormir, eu rezo. E sempre sorrio. (Mesmo quando estou triste).”
(Fernanda Mello)

Aproveito para desejar um baaaaita findi para todos. O meu vai ser bom, mas com muito trabalho tb. Nada para queixas. Com saúde, vamos loooonge. Com amor, mais longe ainda!

Bjos especiais para:

- Nato
- Dali
- Dani
- Daia
- Deco
- Dege
- Daiane Franco
- Ale Velasques
- Beta Vargas
- Egis Porto
- Jana Penna
- Jana S. Nunes
- Jana Tedesco

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Camiseta do Bem

Ser lembrado de forma positiva é uma das sensações mais queridas que se pode ter. Aconteceu comigo essa semana. E confesso que não é sempre que isso acontece, muito embora amigas de longa data sempre me procuram (mais virtual do que pessoalmente, por causa da distância e do tempo curto).
Mas enfim, semana passada recebi pelo Correio um livro lindo escrito pelo amigo e advogado Oscar Pinto Jung, lá da minha terra natal (Santo Ângelo). Fiquei tão, mas tão feliz que naquele mesmo instante comecei a saborear as páginas de “60 Crônicas” e não parei mais.
Leitura edificante, baseada na doutrina espírita, citando não só nomes de pessoas que moraram ou moram na capital das Missões, como também citando lugares, ruas, esquinas da terrinha, onde passei dias de felicidade/simplicidade.
Impossível não se emocionar com cada texto, cada parágrafo...é como um túnel do tempo, capaz de levar o leitor a lugares permeados de docilidade e paz. Histórias curiosas também estão por lá. Histórias verídicas, mesmo para aqueles que não acreditam que a vida vai além daqui...muito além.
Ler “60 Crônicas” é como passar bons minutos ao lado de queridos amigos...
Num mundo, onde infelizmente é mais fácil ser criticado, do que elogiado...saber que fui mencionada na obra do querido Oscar, valeu muito! O conheci na década de 80, na Sociedade Espírita Amor ao Próximo. Na ocasião, eu tinha 7 anos e fui acompanhada de minha querida tia Ruth Moraes e minha mãe. Ao ver aquela figura pacífica, amigável...vi logo que se tratava de alguém que vestia a camiseta do Bem...
Grande abraço pra você e para outras PESSOAS DO BEM:
- Jana Nunes Sauer (obrigada pelo bilhete carinho e pelo envio do livro!!!)
- Marla Somavilla
- Janaína Penna
- Nato Dias
- Alci de Moura
- Dali Lopes
- Ana Marques
- Carmen Lima (União Espírita Porto-alegrense e toda a turma da tardes de sábado!!!)

quinta-feira, 24 de março de 2011

" Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que  cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força. Amor vem de amor. Vem de mãos estendidas. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra. É delicadeza viva forte violenta. "
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(Guimarães Rosa)


A Paz (texto de Daiana Franco)

 
A pior coisa que um ser humano pode fazer ao outro é lhe roubar a paz de espírito.
Não há castigo maior nem maldição mais tormentosa do que retirar a tranquilidade, a ingenuidade e a leveza da vida de alguém, ainda que de forma involuntária.
Quem perde a paz de espírito ganha de presente uma caixa de Pandora: muita malícia, muita desconfiança, envenenamento da alma, pouca dignidade, um mundo em preto e branco. Quem nos leva a paz carrega junto as tintas da nossa vida.
Sempre achei que as pessoas são um mal necessário a suportar, salvo cada vez mais raras exceções, e a regra geral só confirma o que eu penso: que ninguém mais tem qualquer pudor em atropelar os outros e em causar-lhes problemas e preucupações, porque a única coisa que interessa é o salve-se quem puder. Se determinada situação é boa para mim e me dá um prazer incrível, pouco ou nada importa que no seu rastro venha uma horda de suplícios a quem quer que seja. Aliás, isso até cataliza, potencializa o meu próprio prazer, me dá a falsa sensação de poder e superioridade. Isso é a vida, pessoal. O mundo é isso aí que a gente vê todos os dias desde que passamos a dar uma bela banana para quem ousa atravessar nosso caminho.
Qual o sentido de viver assim? Qual o sentido de conviver? Por que insistimos tanto na busca da companhia dos outros? Que vício é esse que nos coloca em contato com quase certamente vai tirar nosso bem mais precioso, que é o bem estar?
Não sei essas respostas; pronto, fui reprovada no teste final do último bimestre desse ano. Ainda assim, tenho a leve suspeita de que aqueles que mais nos tiram a paz são os mais desconfortáveis na própria pele e com as vidas que levam. Querem nos roubar tudo: a capacidade de acreditar nos outros e de confiar. Querem matar nossa inocência e, parabéns, estão conseguindo.
Quem já passou por uma situação dessas não deve jamais pretender um dia voltar a ser o que foi antigamente, a um tempo em que conseguia fazer de conta que a vida é bela. Pelo contrário: quem se calejou com a perda da paz deve dar-se conta das más escolhas que fez, da exato ponto em que permitiu que algo ou alguém tomasse conta do seu território e assumisse o controle da situação em seu lugar. Mas, vejam bem, não há vítimas; somos todos predadores.
Há certas verdades que são universais, e uma das mais importantes é a parábola budista do presente recusado. Disse Buda a um sujeito que o agrediu: "Filho, se um homem recusar um presente que lhe é oferecido, a quem deveria pertencer?" O homem respondeu: "Nesse caso, de-veria pertencer a quem o ofereceu." "Meu filho", continuou Buda, "tu criticaste-me duramente, mas eu recuso-me a aceitar a tua ofensa, peço que a guardes para ti. Não será isso uma fonte de miséria para ti?"
Então é isso: recuse as maldades que lhe foram enviadas. Abra os olhos, perceba-as, mas ao mesmo tempo enxergue o pouco de verdadeiramente bom que sobrou e se dedique com afinco ao seu cultivo. Perca a pureza, faça esse favor a si mesmo. A pureza há muito tempo só existe nas crianças e, nos adultos, só os ilude e deixa pateticamente cegos. Livre-se dela, mas não totalmente da fé na vida. Conte apenas consigo mesmo, sem depositar nos outros a sua felicidade: não é lá que ela vai se esconder.
Quando desejo a certas pessoas especiais- que certamente se reconheceram neste texto- que nesse novo Ano recebam muitas bençãos de paz, falo sério: desejo o que de melhor se pode destinar a um semelhante, que é a libertação de qualquer pena de galés moral. Que essas criaturas, minhas poucas eleitas, experimentem uma vida de júbilo sem o peso do sacrifício alheio.
Acreditem: é o máximo de bem dentro de mim que consigo dar a alguém, justamente por ser aquilo que mais desejo internamente.
 
(Daiana Franco)
 
 

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Ando muito comprometida com as essências e com o respeito súbito. Não vejo menores importâncias, vejo acontecimentos. E tenho olhado para as coisas sem aquela grande gravidade. Tudo em mim tem sido esta disposição para o amor. E, se vocês pudessem me ver agora, veriam, existe carícia até no meu olhar."


terça-feira, 22 de março de 2011

Outono, abandono e afeto

A semana mal começou. O Outono também. Essa nova estação tem disso, parece que une mais as pessoas dentro e fora de cafés e livrarias. Dentro e fora de casas e “apês”. Acho até que as demonstrações de afeto são mais nítidas...Demonstrações de falta total de afeto também. A gente acorda cedo, prepara o café, se arruma, pausa para ler o jornal, para ver um pouco de tv. Aí vira a página e vê cenas que seria bem melhor não fossem verdades. Mas é...
Você se depara com notícias assim:

“Bebê é encontrado, abandonado, dentro de uma caixa de sapatos”
"Corpo de bebê é encontrado em valão, na zona Norte de Porto Alegre"

E por aí vai...

Então eu respiro bem fundo, achando que o mundo tá cada vez mais louco mesmo. Tá cada um por si, cada um com suas convicções e difundindo (infelizmente) o egoísmo. Eu faço o (im)possível para não ser desse time. Quero somente paz pra todo mundo. E amor suficiente para prosseguir...
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Hoje, como quase sempre faço, entrei no blog do Carpinejar, e lá me deparei com essa frase:

 Na tristeza, o travesseiro é o mais leal dos colos.”

 Aí, andei pensando sobre isso, enquanto caminhava pelas ruas. Antes que a tristeza realmente nos invada e nos machuque, antes que somente o travesseiro possa ser o único consolador...vale ainda mais um esforço de se abrir com alguém, sobre qualquer coisa que perturbe as horas. Vale abraços, e-mails, telefonemas, convite para um cafezinho ou um doce, passear por aí sem rumo. Sem rumo...
Mais dia, menos dia a gente vai se deparar com a tristeza, vai se comunicar com ela. Isso é inevitável.


Beijo para o escritor e amigo de longa data, Oscar Pinto Jung (recebi seu livro de crônicas, ontem, e adorei. Leitura obrigatória e edificante). Beijo para a mais nova amiga virtual (e desejo q pessoal tb), Daiana Botelho Franco, também de Santo Ângelo, que escreveu um texto liiiiindo sobre maternidade. Logo, peço licença para a dona e posto aqui...

Todo sentimento

Desde ontem não sai da minha cabeça aquela música do Chico que fala num tempo de delicadeza...

"Todo Sentimento", pra mim, é uma das letras mais queridas. De uma doçura total...

O Outono tem um pouco dessa delicadeza tb...


Dia de Outono, em Porto Alegre.

                                                                                                                          Tempo de delicadeza...