segunda-feira, 18 de julho de 2011

"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você".

A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção."
 

Espaços azuis

"Ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tola, meio melodramática. (...) e deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos. Você toca minha mão, eu toco na sua."

(Caio F. - só podia ser coisa dele...)

terça-feira, 5 de julho de 2011

"Gosto de borboleta.
Me faz lembrar que na vida,
tudo se transforma.
Sempre."
(Vanessa Leonardi)


O que fica

Num mundo das belezas instantâneas, onde basta uma aplicação de Botox, uma ida ao cirurgião plástico, ou a menos drástica das atitudes: a boa e velha musculação...Difícil ficar feia.
Tb não é difícil ouvir comentários do tipo: "aquela mulher é linda, aquele homem é o mais bonito q eu já vi"...Mas qdo a beleza do corpo diminui, aí para certas pessoas fica até desconfortável encarar uma velhice...
Nesse sentido, acho bacana qdo a Luíza Brunet ou a Bruna Lombardi dizem q não têm medo de envelhecer (nem eu, tirando o medo de ficar doente). Acho massa essa consciência de que as coisas são finitas em determinados pontos. Porém, aquilo q tá lá dentro da gente, é para sempre.
Sempre que reparo um pessoa bonita caminhando pelas ruas, e qdo essa beleza nos salta aos olhos é inevitável pensar: será ela feita somente dessa beleza externa? Tomara q não. Porq fácil é receber elogios (e ao mesmo tempo, bom tb) pelo corpo no lugar, pelo rosto bonito...Mas quero ver, de verdade, as pessoas admirando seus parceiros, principalmente na terceira idade, pelo q existe dentro delas. Em outras idades tb.
Belas pernas, bunda no lugar, peitos nos mesmos moldes...agradam o olho humano. Mas inevitavelmente chega uma hora em que tudo isso vai diminuir, se apagar...e aí eu desejo de verdade q as pessoas se gostem pelo q o outro carrega dentro de si (valores, princípios, ações tão bonitas qtom o corpo visto pelo lado de fora).
Dia desses, vi de perto a musa do cinema marginal dos anos 70, Helena Ignez, aqui em Porto Alegre. Não faço a mínima ideia de quantos anos tem agora. Mas calculo que beira os 70...Vendo umas fotos dela no auge da carreira, dá pra ver a perfeição em pessoa (ainda mais num tempo em que nem se falava em recursos estéticos). Helena Ignez foi uma moça linda, jovem e talentosa. Corpo no lugar, mas certamente, a mente não ficava para tras. Atualmente, dá para perceber que as rugas chegaram em grupo, mas nem por isso ela ficou menos atraente (porq, ainda bem, consigo ver além das aparências).
Tomara então, q nesse mundo de tantas intervenções cirúrgicas e medo de envelhecer, q as pessoas possam continuar admirando as outras, mesmo depois q a beleza física passar.
Como diz um velho ditado: "não mexo muito nas minhas rugas. Demorei muito tempo para tê-las"...

Bjo,Beta.

P.S: não estou dizendo com isso q sou contra as pessoas se cuidarem...mas na manha, sem neura...





        * Helena Ignez em dois tempos (na juventude dos anos 70 e agora, em 2011)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"A alguns falta o pão na mesa; outros têm a mesa farta, mas mendigam o pão da alegria.
Uns têm nobres mobílias, mas não tem conforto; outros mal têm onde recostar suas costas, mas têm descanso."
Do livro "O Semeador de Ideias" - Augusto Cury

Desistir?

"Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas,
Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros,
Mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça."


-Pensamento atribuído à Cora Coralina-

O amor como ele é

'É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.'

(Ana Jácomo - sim, só podia ser ela, com suas palavras certinhas, redondinhas...)
 
Bjo e lindo findi a todos!
 
Beta.