quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Menos, mais

Tempos dificeis esses. Merendeira tenta envenar alunos e funcionários de uma escola. Casal é suspeito de manter em cárcere privado uma jovem, em Minas Gerais há mais de vinte anos. Pai manda matar a própria filha para se vingar da ex mulher...Sem falar na política, que merece um capítulo a parte...Não consigo entender, e tenho certeza q vc tb não, tanta atrocidade e falta de caráter...Tanta falta de amor.

Por outro lado, é sempre bom lembrar de gente querida, q me faz uma pessoa melhor. Dia desses almocei no restaurante de uma prima, e enqto a maioria das pessoas trocava meia dúzia de palavras ou nem isso (acho q só se preocupavam com o próprio prato), pude conversar do jeito q eu gosto (frente a frente, olho no olho, ouvidos atentos) com minha prima Lucia Borsa (umas das poucas, mesmo na correria do dia-dia, q trava um diálogo olhando nos olhos...coisa rara hj em dia). Adorei!

Sem contar pessoas q moram longe, mas nem por isso deixam de estar perto, como a queridas Dani Fuga, Anadege Cavalli e Carla Castanho...Sempre demonstram afetividade de um jeito único...E eu só tenho q agradecer...

E lógico...sem falar em quem está sempre perto...mas por causa das pressões, da correria, dos apertos eu nem sempre aproveito bem as presenças (Carol e Renato),nem sempre consigo demonstrar o meu amor (o q não justifica,né?). Mas como sempre é tempo de reconhecer as falhas e as vontades...Q  eu possa amar mais e falhar menos...

Bjo.Beta.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você".

A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção."
 

Espaços azuis

"Ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tola, meio melodramática. (...) e deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos. Você toca minha mão, eu toco na sua."

(Caio F. - só podia ser coisa dele...)

terça-feira, 5 de julho de 2011

"Gosto de borboleta.
Me faz lembrar que na vida,
tudo se transforma.
Sempre."
(Vanessa Leonardi)


O que fica

Num mundo das belezas instantâneas, onde basta uma aplicação de Botox, uma ida ao cirurgião plástico, ou a menos drástica das atitudes: a boa e velha musculação...Difícil ficar feia.
Tb não é difícil ouvir comentários do tipo: "aquela mulher é linda, aquele homem é o mais bonito q eu já vi"...Mas qdo a beleza do corpo diminui, aí para certas pessoas fica até desconfortável encarar uma velhice...
Nesse sentido, acho bacana qdo a Luíza Brunet ou a Bruna Lombardi dizem q não têm medo de envelhecer (nem eu, tirando o medo de ficar doente). Acho massa essa consciência de que as coisas são finitas em determinados pontos. Porém, aquilo q tá lá dentro da gente, é para sempre.
Sempre que reparo um pessoa bonita caminhando pelas ruas, e qdo essa beleza nos salta aos olhos é inevitável pensar: será ela feita somente dessa beleza externa? Tomara q não. Porq fácil é receber elogios (e ao mesmo tempo, bom tb) pelo corpo no lugar, pelo rosto bonito...Mas quero ver, de verdade, as pessoas admirando seus parceiros, principalmente na terceira idade, pelo q existe dentro delas. Em outras idades tb.
Belas pernas, bunda no lugar, peitos nos mesmos moldes...agradam o olho humano. Mas inevitavelmente chega uma hora em que tudo isso vai diminuir, se apagar...e aí eu desejo de verdade q as pessoas se gostem pelo q o outro carrega dentro de si (valores, princípios, ações tão bonitas qtom o corpo visto pelo lado de fora).
Dia desses, vi de perto a musa do cinema marginal dos anos 70, Helena Ignez, aqui em Porto Alegre. Não faço a mínima ideia de quantos anos tem agora. Mas calculo que beira os 70...Vendo umas fotos dela no auge da carreira, dá pra ver a perfeição em pessoa (ainda mais num tempo em que nem se falava em recursos estéticos). Helena Ignez foi uma moça linda, jovem e talentosa. Corpo no lugar, mas certamente, a mente não ficava para tras. Atualmente, dá para perceber que as rugas chegaram em grupo, mas nem por isso ela ficou menos atraente (porq, ainda bem, consigo ver além das aparências).
Tomara então, q nesse mundo de tantas intervenções cirúrgicas e medo de envelhecer, q as pessoas possam continuar admirando as outras, mesmo depois q a beleza física passar.
Como diz um velho ditado: "não mexo muito nas minhas rugas. Demorei muito tempo para tê-las"...

Bjo,Beta.

P.S: não estou dizendo com isso q sou contra as pessoas se cuidarem...mas na manha, sem neura...





        * Helena Ignez em dois tempos (na juventude dos anos 70 e agora, em 2011)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"A alguns falta o pão na mesa; outros têm a mesa farta, mas mendigam o pão da alegria.
Uns têm nobres mobílias, mas não tem conforto; outros mal têm onde recostar suas costas, mas têm descanso."
Do livro "O Semeador de Ideias" - Augusto Cury

Desistir?

"Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas,
Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros,
Mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça."


-Pensamento atribuído à Cora Coralina-

O amor como ele é

'É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.'

(Ana Jácomo - sim, só podia ser ela, com suas palavras certinhas, redondinhas...)
 
Bjo e lindo findi a todos!
 
Beta.
 
 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O melhor é o mais simples

"Entre linhas, gestos e abraços. Entre palavras e desejos. Nesse entremeio de detalhes, cheiros, cores e (alguns) dissabores....a gente vai vivendo o melhor da vida."

(Simone Oliveira)



segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que dá sentido à vida

Num futuro não muito distante, ter um sobrado, numa rua calma  do Menino Deus, ou em Santa Tereza, no Rio, daria/dará "o" sentido pra minha vida.
Enquanto isso não acontece...Na minha lista do agora, não pode faltar: abraço, uma bombona de água sempre cheia pra depois do vinho, do churras, da pizza...Brigadeiro de panela, capucinno com canela.
Uma música. Um cheiro.Um dengo.Uma lista de atividades onde se possa dizer: fiz todas (e riscar uma por uma, ao longo do dia)
Banho quente. Café com letras.Filme e edredon. Livros e coragem para sair do mesmo lugar.
O q dá sentido a vida é ter amigos, árvores, aromas, amores...Poesia dá muito sentido pra minha vida. Contas pagas em dia,então... dá um sentido enoooorme. Dá alívio tb...
Voltar ao passado vendo fotos. Reencontrar gente bacana. Ser reencontrado. Ser visto (não pelos títulos, mas pela simplicidade).
Andar por aí, sem relógio.Isso dá um sentido amplo a vida. Andar por caminhos novos.Analisar prédios modernos e antigos. Céu azul. Um final de semana doce. Dias claros Semana corrida. Algum silêncio Música tb. Muito ruído atrapalha. Multidão tb. Um círculo pequeno de pessoas bacanas, dá um sentido doce pra vida...

Uma viagem. Uma partida. Uma chegada. Tropeços, enredos, ultrapassagens tb dão sentido. Tenho sentido isso nos últimos tempos. Alguém te chamando pelo apelido. Alguém te convidando pra uns chimas, uns vinhos...E paz. Q dá um sentido leve pra vida de qualquer um...

Amor dá um sentido duplo, triplo...é coisa divina. Coisa merecida. Coisa simples. E de graça...

(R.Nunes)

Bjo.Semana docinha,docinha...



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Temos que aquietar. Tudo é tão veloz e passageiro.Temos que reconquistar os dias de descanso, rede, sono e sonho. Acordar por
minutos, talvez horas. Acordar vendo a manhã virar dia. Temos que aquietar.
Sentir a falta, saber do despreparo, do impróprio. Entender os limites do
entendimento. Querer a despedida. Procurar a memória tranquila e pendurar as
fotografias. Temos que aquietar. Perceber os pequenos milagres cotidianos.
Dar importância. Receber o recado. Deixar vingar apenas a serenidade. Em
pratos quentes. E quando se aquieta assim, não digo pra aceitar a derrota ou
subir em cima do muro ou se tornar um arredio velho rabugento. Quando a
nossa alma aquieta, estamos muito mais fortes pra enfrentar os dissabores,
as dívidas mal-pagas, os atrasos da incoveniência. Libertos pra revolucionar
a vizinhança com ideias mirabolantes, livros novos e gargalhadas afiadas.
Alívio. E se alívio é prazer, já tá tudo certo. Além do prazer, precisamos
de que afinal?
Prazer, mano, prazer. Tão simples como diferenciar novamente o que é normal
e o que é absurdo. E o que é bom e ruim nisso. E o que queremos de verdade,
da normalidade e do absurdo. Na verdade. Só isso.
A todos, silêncio. Aquietar um pouco para, enfim, barulhar em fogos de
artifício. Barulhar o alívio, barulhar o prazer. Isso para sempre.

 
-Fernando Sato-


 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Não me interessa

Não me interessa
Não me impressiono com cifras, títulos ou promessas. Acredito em atitudes,
Não sei agradar ninguém dizendo algo que não penso. Ou que não é. Tento dar bons exemplos. Tenho consciência de que sou responsável por tudo que escrevo uma vez que deixo alguém ler. Falo palavrão na hora certa. Xingo na hora errada. Escrevo tudo que vem à cabeça sem roteiro, sem pensar se vão gostar ou não. Escrevo porque é a forma de organizar meus pensamentos. Escrevo porque é a forma de eu me conhecer mais.
Não me importo em ser clichê, nem em repetir isso a cada texto. Não me importo escrever mil vezes sobre o mesmo tema. O amor é clichê inesgotável. Impossível não ser igual a tudo que já foi dito. Impossível não dizer de novo a mesma coisa. A verdade está na coerência, na transparência e nas atitudes. Acredito nisso.

-Brena Braz-

Coisa simples é o máximo

Fazia muito tempo, quase um ano (tudo isso???? Possivelmente), que eu não sentava na grama...e hj, sem planejar fui logo ali e sentei.
Fui buscar minha filha na aula de vôlei, perto de casa, e no caminho uma extensa grama verde (lembrei da música do Ramil) nos esperava...E como há muito não fazia, sentei,pensei, repensei, e fui colocando vírgulas em frase inacabadas e tirando as reticências. É certo que coloquei um ponto final em algumas frases, mas todas elas me fizeram refletir um tanto.  Sobre tolerância,principalmente (da minha parte, inclusive).

Num mundo ou numa sociedade em que somos cobrados o tempo todo para sermos bons pais,bons profissionais,bom isso, bom aquilo...por quinze minutos consegui deixar de lado todas essas cobranças e chatices (sim,porque cobrar os outros é o mais alto grau de chatice). Deixei de lado aquele nó na garganta por ouvir de uma tia que minha filha era "desfigurada" (apesar de que me defendi à altura).Deixei de lado as contas pra pagar, os quilos por perder, a teimosia interminável da herdeira, a casa meio bagunçada e só pensei em continuar ali...

Ali, no sol de Outono eu era da idade da minha filha...

E de noite,fui toda feliz ver uma entrevista pra lá de bacana, da humorista gaúcha Grace Gianoukas, pertinho de casa, no Studio Clio...na companhia do Nato.

Coisa simples é o máximo!!!

Bjo pra vcs...

P.S: de saudade da amiga Dani Fuga...seria massa a gente poder sair com as pequenas juntas...dividindo sorrisos, risadas, chimas e dúvidas (sim, porq toda mãe tem dúvida,né? Aliás, todo ser humano tem...Eu tenho uma coleção...)


terça-feira, 17 de maio de 2011

Nós,mulheres

"Se todas nós fôssemos belas, simpáticas e atraentes; se fôssemos ótimas amantes e profissionais bem sucedidas; se cuidássemos dos filhos, da casa e fizéssemos parte de algum voluntariado... puxa vida, seríamos fantásticas!
Pois é, mas não estamos com toda essa
bolinha apesar de sermos bombardeadas por uma mídia que apela para sermos a “Mulher-Maravilha”, custe o que custar. E não tendo muita estrutura para aguentarmos tal imposição, saímos desatinadas à procura da academia mais próxima ou de uma clínica que nos ofereça “o pacote milagroso”, ou seja, a promessa de virarmos um mulherão, pelo menos em termos de beleza.
Malhamos como loucas, e, muitas vezes, saímos da academia com a sensação de termos virado uma Barbie. Já estamos com a cabeça feita: mulher tem de ser magra, esquelética, quase anoréxica. Está tudo à nossa disposição: desde aulinhas cafonas, ensinando como sermos mais sensuais, até um festival de implantes de silicone.
Sensualidade não se aprende, é algo espontâneo. Cada mulher tem a sua peculiaridade; se não agradar aos gregos, agradará aos troianos...
O cuidado com nosso corpo é necessário, mas parece que perdemos o sentido exato das coisas. Estamos parecidas com robôs: cabelos iguais, lisos e repartidos; barrigas à mostra de todos os tamanhos e formas; muito silicone alterando medidas equilibradas ou muitas vezes nos impedindo de sorrir, travando nossa expressão facial.
Enfim, estamos uniformizadas; parece-me que fazemos parte de uma única escola, tudo cai bem para todas: o que veste a magra, a gorducha abocanha. E mais: temos ainda como opção, a lipoescultura.
Mas depois de estarmos belas e formosas, de termos comido o pão que o diabo amassou, saímos a desfilar em companhia do nosso homem.
Mas falando sério, e apesar dessas firulas, podemos nos orgulhar diante da luta pela nossa emancipação.
A nossa verdadeira história é marcada a ferro e fogo à procura de um espaço nobre, seja nas artes, na literatura ou em outras áreas. Somos um Exército avançando e tomando posse do que nos é devido. Nada mais justo.
Bom seria se fôssemos reconhecidas pelo que escrevemos ou falamos e não por termos lábios carnudos, peitos enormes e bumbum empinado.
Bom seria se fôssemos reconhecidas como profissionais capacitadas nas áreas técnicas com o mesmo reconhecimento e remuneração dispensada aos homens.
Bom seria se, após uma vida de trabalho, não sentíssemos o desconforto por estarmos aposentadas e o vazio de uma vida vista como improdutiva.
Bom seria se fosse reconhecido o nosso espírito de abnegação.Bom seria se, na velhice, fôssemos cercadas de atenções, de paciência e de amor.
Bom seria, se tivéssemos o reconhecimento dos filhos, como mães amorosas que tentaram acertar...
Mas ótimo seria se, na condição de mulher, não precisássemos matar um leão por dia para provar do que somos capazes."


Tais Luso de Carvalho
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez
o que já se viu, ver na primavera o que se
vira no verão, ver de dia o que se viu de
noite, com o sol onde primeiramente
a chuva caía, ver a seara verde, o
fruto maduro, a pedra que
mudou de lugar, a sombra
que aqui não estava.

É preciso voltar aos passos que foram
dados, para repetir e para traçar
caminhos novos ao lado deles.

É preciso recomeçar a viagem...SEMPRE!"

-José Saramago-

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Então...

Hoje acordei com vontade de ouvir Rita Lee, anos 80.
Deu saudade da risada infinita da Narilane (q agora está mais próxima).
Deu saudade do cheiro de maçã, do cheiro da infância...
Hoje acordei pra botar no mundo uns versos soltos, sem pressa...
Deu vontate de abraçar quem não está perto,
De não calar, de não temer, de ir mais longe...
Deu vontade de bater na casa da vizinha e dizer a ela, q a filha pequena só quer um abraço...
Sim, porq se tantos me comovem com sua ternura (Carol, Nari, Jana, Daia, Ká, Dani e tantas outras...), há sempre quem me tira do sério com sua falta de delicadeza...A "vizinha ice", por exemplo...
Hoje, q eu saiba, vai ser melhor do q ontem, vai ser melhor do q eu imaginava...E se nada for aquilo q eu imaginei...trato logo de me abraçar...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pessoa

...Mesa posta, amor inteiro, ruas ao vento, cantiga para ficar, mesmo tendo que ir embora...Uma pessoa para mudar todo o roteiro de uma vida só...

(Beta Nunes)


Café, por favor...

Eu quero passear muito ainda nesse outono. De cachecol, casaquinho de lã e mãos dadas...
E para não perder o costume, tomar um bom café, preferencialmente acompanhada (amigos, amor...).

Bjo,Beta.


Não saio muito bem
em fotografias.
Porque meu melhor lado
a foto não pega.
Não me faz bela
ou me faz jus.
Porque meu melhor lado
não é o esquerdo.
Não é o direito.
É o de dentro."

-Lilian Dalledone-

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Que a gente siga cultivando um pouco da pureza,
inocência e confiança que a gente tinha aos 8 anos.

Coisas que acabam se perdendo com o cotidiano.
Então, sigamos inocentes, mas sem deixar de curtir
a magnitude de ser gente grande."

-Martha Medeiros-


Depois de um baita tempo fora deste blog, retorno.
Deu saudade de postar qualquer coisa aqui, mesmo q curtinha.
Algumas coisas aconteceram nas últimas semanas.
E a maioria veio para comprovar q quem me quer bem está/estará sempre ao meu lado, pessoal ou virtualmente. Bom isso,né?

Nesse meio tempo, fui ao Rio de Janeiro, com o grande amor, após uma pausa de 18 anos sem aparecer por lá. Foi lindo rever tudo, curtir a alegria contagiante dos cariocas. Tb serviu de recado próprio, para q eu ria mais e me estresse menos (o coração e as pessoas ao redor agradecem,né?).
Tb nesse meio tempo completei 33 anos...sim, a idade de Cristo, e muito embora me sinta na flor da idade (rsrsrs), o fôlego, as pernas, e os ponteiros da balança já não são mais os mesmos. Eu tb mudei. E sei q para melhor e para pior. Porq é fácil dizer: eu evolui, eu to zen,eu to tri...mas confesso q estou tentando ser uma pessoa melhor, estou tentando cultivar ainda mais as coisas simples e a valorizar exatamente aquilo q eu tenho.

E qdo penso em simplicidade, logo de cara me vem na cabeça pessoas como Dani Fuga, Carla Castanho, Jana Sauer e Jana Tedesco, Dege Cavalli, Dali Lopes, Alci Moura, Ká Emmel...e tantas outras...acho q elas já nasceram com um pé na estrada da delicadeza e da firmeza de caráter (coisas meio raras hj em dia, né não???).
Mas voltando. Um tempo sem postar aqui e a rotina é a mesma: cuidados com Carol, com o amor, com o trabalho, com a casa e comigo mesma...

Deus!!!!Q eu não perca a doçura, mesmo na correria!!!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"...ela é intensa e tem mania de sentir por completo,
de amar por completo e de ser por completo.
dentro dela tem um coração bobo,
que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
ela tem aquele gosto doce de menina romântica
e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
 
Caio Fernando Abreu


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sem entender (e o valor das pequenas coisas)

Hj cedo, dentro do ônibus que me levava para o trabalho, me deparei com uma cena pra lá de arcaica...
Em pleno século XXI, dois homens discutiam em alto e bom som sobre religião, ou seja, cada um tinha a sua e brigavam entre si pois um era evangélico, o outro católico. Um terceiro, que resolveu entrar na discussão, afirmou apenas que acreditava em Deus, mas não tinha religião...Estava formada a gritaria desnecessária da manhã.

Pensei cá com meus botões que Deus não é surdo. E que não vence a batalha verbal quem grita mais alto, quem argumenta melhor...Vence sempre quem acredita num Deus, num ser superior que protege, ampara e conforta. Depois pensei...o Cara Lá de Cima me ouve até na fila do banco, no meio da confusão, antes mesmo que eu peça ajuda...Não preciso ir num templo, numa igreja para conversar com Ele. Mas deixo claro, adoro visitar/conhecer igrejas (é um lugar onde me sinto em paz). Mas o que Ele quer é que a gente faça o bem, sem olhar a quem...e não guarde mágoas...O primeiro item, ok, consigo seguir, mas o segundo...meu coraçaozinho às vezes reluta em perdoar, esquecer, mas juro que to tentando...

De resto, to pra dizer que ando feliz nas pequenas coisas. Claro que sempre deve ser assim. Mas o fato de chegar mais cedo em casa do trabalho (fato raro atualmente) só pra ver minha filha acordada, saber como foi seu dia...é absolutamente tudo de bom.

Megabjo e um final de semana cheio de simplicidades...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vivo em constante amadurecimento. Vivo esquecendo e lembrando. Tenho manias antigas, como mexer os dedos, no meio da confusão. Tenho saudade das pessoas que mudaram a maneira de ser. Saudade de cheiros, livros e ruas...

 Mas viva!!!Estou em um relacionamento sério com as palavras, versos, com outras vidas e histórias. E com o Amor (até a última gota - como diria Lispector). Mas aí me ocorreu q um relacionamento sério tb se dá com coisas, aromas, lugares. Com a gente,inclusive.

Então vamos lá. Desde que nasci, há um verdadeiro relacionamento, mesmo q distante com minha terra natal (Santo Ângelo). Mais um tanto de relacionamento com muito poucos amigos (pena isso,né?), e tb com literatura de todos os gêneros (desde aquelas q estão em Itapema com meu pai, até as que guardo comigo em Porto Alegre). O tempo foi amarelando as páginas...mas elas estão sempre coloridas para mim...

Boas leituras, assim como boas amizades e um amor dizem para mim: vc está bem viva,baby...Muito embora os espinhos, as dificuldades nos tirem o equilíbrio às vezes...

Isso acontece quase sempre. Mesmo q meu espírito esteja pra lá de leve, e eu cheia de bom humor...vem do nada a nuvem negra das falas e falhas alheias...aí o tempo vira...Aí eu viro tb...Afinal de contas, não sou tão serena assim...

 Que a semana seja um presentão pra todos nós...



  

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Verdade

“A verdade é que sou intensa demais e não há quem dê jeito nisso. Sofro dores que não são minhas. Vibro com alegrias que não me pertecem. O bom de tudo é que, toda noite antes de dormir, eu rezo. E sempre sorrio. (Mesmo quando estou triste).”
(Fernanda Mello)

Aproveito para desejar um baaaaita findi para todos. O meu vai ser bom, mas com muito trabalho tb. Nada para queixas. Com saúde, vamos loooonge. Com amor, mais longe ainda!

Bjos especiais para:

- Nato
- Dali
- Dani
- Daia
- Deco
- Dege
- Daiane Franco
- Ale Velasques
- Beta Vargas
- Egis Porto
- Jana Penna
- Jana S. Nunes
- Jana Tedesco

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Camiseta do Bem

Ser lembrado de forma positiva é uma das sensações mais queridas que se pode ter. Aconteceu comigo essa semana. E confesso que não é sempre que isso acontece, muito embora amigas de longa data sempre me procuram (mais virtual do que pessoalmente, por causa da distância e do tempo curto).
Mas enfim, semana passada recebi pelo Correio um livro lindo escrito pelo amigo e advogado Oscar Pinto Jung, lá da minha terra natal (Santo Ângelo). Fiquei tão, mas tão feliz que naquele mesmo instante comecei a saborear as páginas de “60 Crônicas” e não parei mais.
Leitura edificante, baseada na doutrina espírita, citando não só nomes de pessoas que moraram ou moram na capital das Missões, como também citando lugares, ruas, esquinas da terrinha, onde passei dias de felicidade/simplicidade.
Impossível não se emocionar com cada texto, cada parágrafo...é como um túnel do tempo, capaz de levar o leitor a lugares permeados de docilidade e paz. Histórias curiosas também estão por lá. Histórias verídicas, mesmo para aqueles que não acreditam que a vida vai além daqui...muito além.
Ler “60 Crônicas” é como passar bons minutos ao lado de queridos amigos...
Num mundo, onde infelizmente é mais fácil ser criticado, do que elogiado...saber que fui mencionada na obra do querido Oscar, valeu muito! O conheci na década de 80, na Sociedade Espírita Amor ao Próximo. Na ocasião, eu tinha 7 anos e fui acompanhada de minha querida tia Ruth Moraes e minha mãe. Ao ver aquela figura pacífica, amigável...vi logo que se tratava de alguém que vestia a camiseta do Bem...
Grande abraço pra você e para outras PESSOAS DO BEM:
- Jana Nunes Sauer (obrigada pelo bilhete carinho e pelo envio do livro!!!)
- Marla Somavilla
- Janaína Penna
- Nato Dias
- Alci de Moura
- Dali Lopes
- Ana Marques
- Carmen Lima (União Espírita Porto-alegrense e toda a turma da tardes de sábado!!!)

quinta-feira, 24 de março de 2011

" Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que  cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força. Amor vem de amor. Vem de mãos estendidas. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra. É delicadeza viva forte violenta. "
.
(Guimarães Rosa)


A Paz (texto de Daiana Franco)

 
A pior coisa que um ser humano pode fazer ao outro é lhe roubar a paz de espírito.
Não há castigo maior nem maldição mais tormentosa do que retirar a tranquilidade, a ingenuidade e a leveza da vida de alguém, ainda que de forma involuntária.
Quem perde a paz de espírito ganha de presente uma caixa de Pandora: muita malícia, muita desconfiança, envenenamento da alma, pouca dignidade, um mundo em preto e branco. Quem nos leva a paz carrega junto as tintas da nossa vida.
Sempre achei que as pessoas são um mal necessário a suportar, salvo cada vez mais raras exceções, e a regra geral só confirma o que eu penso: que ninguém mais tem qualquer pudor em atropelar os outros e em causar-lhes problemas e preucupações, porque a única coisa que interessa é o salve-se quem puder. Se determinada situação é boa para mim e me dá um prazer incrível, pouco ou nada importa que no seu rastro venha uma horda de suplícios a quem quer que seja. Aliás, isso até cataliza, potencializa o meu próprio prazer, me dá a falsa sensação de poder e superioridade. Isso é a vida, pessoal. O mundo é isso aí que a gente vê todos os dias desde que passamos a dar uma bela banana para quem ousa atravessar nosso caminho.
Qual o sentido de viver assim? Qual o sentido de conviver? Por que insistimos tanto na busca da companhia dos outros? Que vício é esse que nos coloca em contato com quase certamente vai tirar nosso bem mais precioso, que é o bem estar?
Não sei essas respostas; pronto, fui reprovada no teste final do último bimestre desse ano. Ainda assim, tenho a leve suspeita de que aqueles que mais nos tiram a paz são os mais desconfortáveis na própria pele e com as vidas que levam. Querem nos roubar tudo: a capacidade de acreditar nos outros e de confiar. Querem matar nossa inocência e, parabéns, estão conseguindo.
Quem já passou por uma situação dessas não deve jamais pretender um dia voltar a ser o que foi antigamente, a um tempo em que conseguia fazer de conta que a vida é bela. Pelo contrário: quem se calejou com a perda da paz deve dar-se conta das más escolhas que fez, da exato ponto em que permitiu que algo ou alguém tomasse conta do seu território e assumisse o controle da situação em seu lugar. Mas, vejam bem, não há vítimas; somos todos predadores.
Há certas verdades que são universais, e uma das mais importantes é a parábola budista do presente recusado. Disse Buda a um sujeito que o agrediu: "Filho, se um homem recusar um presente que lhe é oferecido, a quem deveria pertencer?" O homem respondeu: "Nesse caso, de-veria pertencer a quem o ofereceu." "Meu filho", continuou Buda, "tu criticaste-me duramente, mas eu recuso-me a aceitar a tua ofensa, peço que a guardes para ti. Não será isso uma fonte de miséria para ti?"
Então é isso: recuse as maldades que lhe foram enviadas. Abra os olhos, perceba-as, mas ao mesmo tempo enxergue o pouco de verdadeiramente bom que sobrou e se dedique com afinco ao seu cultivo. Perca a pureza, faça esse favor a si mesmo. A pureza há muito tempo só existe nas crianças e, nos adultos, só os ilude e deixa pateticamente cegos. Livre-se dela, mas não totalmente da fé na vida. Conte apenas consigo mesmo, sem depositar nos outros a sua felicidade: não é lá que ela vai se esconder.
Quando desejo a certas pessoas especiais- que certamente se reconheceram neste texto- que nesse novo Ano recebam muitas bençãos de paz, falo sério: desejo o que de melhor se pode destinar a um semelhante, que é a libertação de qualquer pena de galés moral. Que essas criaturas, minhas poucas eleitas, experimentem uma vida de júbilo sem o peso do sacrifício alheio.
Acreditem: é o máximo de bem dentro de mim que consigo dar a alguém, justamente por ser aquilo que mais desejo internamente.
 
(Daiana Franco)
 
 

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Ando muito comprometida com as essências e com o respeito súbito. Não vejo menores importâncias, vejo acontecimentos. E tenho olhado para as coisas sem aquela grande gravidade. Tudo em mim tem sido esta disposição para o amor. E, se vocês pudessem me ver agora, veriam, existe carícia até no meu olhar."


terça-feira, 22 de março de 2011

Outono, abandono e afeto

A semana mal começou. O Outono também. Essa nova estação tem disso, parece que une mais as pessoas dentro e fora de cafés e livrarias. Dentro e fora de casas e “apês”. Acho até que as demonstrações de afeto são mais nítidas...Demonstrações de falta total de afeto também. A gente acorda cedo, prepara o café, se arruma, pausa para ler o jornal, para ver um pouco de tv. Aí vira a página e vê cenas que seria bem melhor não fossem verdades. Mas é...
Você se depara com notícias assim:

“Bebê é encontrado, abandonado, dentro de uma caixa de sapatos”
"Corpo de bebê é encontrado em valão, na zona Norte de Porto Alegre"

E por aí vai...

Então eu respiro bem fundo, achando que o mundo tá cada vez mais louco mesmo. Tá cada um por si, cada um com suas convicções e difundindo (infelizmente) o egoísmo. Eu faço o (im)possível para não ser desse time. Quero somente paz pra todo mundo. E amor suficiente para prosseguir...
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Hoje, como quase sempre faço, entrei no blog do Carpinejar, e lá me deparei com essa frase:

 Na tristeza, o travesseiro é o mais leal dos colos.”

 Aí, andei pensando sobre isso, enquanto caminhava pelas ruas. Antes que a tristeza realmente nos invada e nos machuque, antes que somente o travesseiro possa ser o único consolador...vale ainda mais um esforço de se abrir com alguém, sobre qualquer coisa que perturbe as horas. Vale abraços, e-mails, telefonemas, convite para um cafezinho ou um doce, passear por aí sem rumo. Sem rumo...
Mais dia, menos dia a gente vai se deparar com a tristeza, vai se comunicar com ela. Isso é inevitável.


Beijo para o escritor e amigo de longa data, Oscar Pinto Jung (recebi seu livro de crônicas, ontem, e adorei. Leitura obrigatória e edificante). Beijo para a mais nova amiga virtual (e desejo q pessoal tb), Daiana Botelho Franco, também de Santo Ângelo, que escreveu um texto liiiiindo sobre maternidade. Logo, peço licença para a dona e posto aqui...

Todo sentimento

Desde ontem não sai da minha cabeça aquela música do Chico que fala num tempo de delicadeza...

"Todo Sentimento", pra mim, é uma das letras mais queridas. De uma doçura total...

O Outono tem um pouco dessa delicadeza tb...


Dia de Outono, em Porto Alegre.

                                                                                                                          Tempo de delicadeza...

terça-feira, 15 de março de 2011

“Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas.”

(Martha Medeiros)

“O momento é sempre adequado para fazer o certo”.

(Martin Luther King)

“Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais”.

(Augusto Cury)

“Não há nada que substitua o sabor da comunicação direta”.

(Mário Quintana)


E o beijo de hj vai para a amiga Dani M.Fuga q resumiu bem o grande (pelo menos para mim), Caio F.:
"Muitos jovens se interessam pelo Caio porque ele jogava com uma certa vontade transgressora e, ao mesmo tempo, contrabalançava com um discurso de afeto. Ele se dirige muito a quem é inquieto, crítico, tem talento artístico e a quem é intenso... e passional ".

Bjos tb pra Ká Emmel, pra Carla Castanho, Dege Cavalli, Jana Sauer, Daia Donadel e Alci de Moura!!!!


segunda-feira, 14 de março de 2011

Falta uma semana

Hoje acordei e parecia Outono. Não era mais aquela manhã de Verão. Mesmo ainda sendo. E sendo assim, tratei logo de passar um café. O relógio marcava 6 horas e 55 minutos.
Era uma manhã para se ficar olhando pela janela, procurando algum vestígio, alguma luz que indicasse folhas secas e casaquinho meia-estação.
Eu não gosto muito de extremos. Não sou totalmente fã das altas temperaturas, nem das geadas de Inverno. A não ser que eu esteja na praia ou na piscina, ou perto de uma lareira, aquecedor e/ou cobertor (de orelha, inclusive).Gosto dos dias cheios de cor (da Primavera) e das sutilezas que só os dias de Outono proporcionam.

Falta uma semana para o Outono...

Mais capucinno, mais café expresso, mais leituras obrigatórias, mais folhas secas, mais sol de fim de tarde, mais chima na Redenção, mais abraços...por favor!



sexta-feira, 11 de março de 2011

Curtinhas

Alegria óbvia de mãe:

Ver Carolina indo pra aula, feliz. Antes de partir, beijo suas mãos, cabeça, rosto. E quando já está dentro do transporte, atiro "beijos voadores".

Alegria óbvia de mãe e filha I:

Exposição da boneca Barbie no Iguatemi. Pra Carol e pra mim tb (dãããã).

Alegria óbvia de mãe e filha II:

Final  de  semana para ver Justin  Bieber e Gnomeu  e Julieta no cinema. E  mais um  saco de guloseimas.

Beijos...

terça-feira, 8 de março de 2011


“E de repente, percebi a necessidade de cuidar dessa coisa difícil: o prefácio. Uma emboscada danada, afinal, como se faz para divagar em algumas linhas o mundo inteiro de palavras que exponho aqui?... Sou assim:o óbvio e a surpresa, vértebras e aventuras. De visão simplista sobre as coisas, de visão gigante do mundo. Atribuí a mim mesma a tarefa de desenhar com letras e instinto sobre algo ilógico: minha vida. A vida não é lógica, intuo, interpreta-se como bem quiser os sentimentos, as fases, as reviravoltas, os encontros... O instante agora é tempo de apreciação para mim, deleitar-me-ei ao que preciso for... Pingos, pontos, vírgulas, temas furtivos. Metáforas e pés da letra. Me plurifico com o passar dos dias, e por isso mesmo me sinto cada vez mais singular. Descubro-me cheia de estrofes, travessias e travessões. Sou feita de palavras, regurgitando textos, acentos e sensações. Versos... convulsões!”
          (Lai Jociene)


 


Estou sempre com o coração atento e tento ver com clareza. Posso parecer tola às vezes. Indelicada tb.Mas me perdoe. Tenho TPM, mas tenho um vínculo enorme com a doçura e com a simplicidade.Eu respeito suas ideias. Vc, as minhas. Assim, vamos.
(Beta Nunes)

Queria saber tocar algum instrumento, ser desinibida o suficiente para subir num palco, e cantar/encenar qualquer coisa. Mas não tenho voz suficiente, nem tempo. Queria ser melhor dona-de-casa, mas é raro estar em casa. Corre o tempo nos relógios. Me vejo louca quase sempre. Mas vem o afeto e me salva. E me basta.

(Beta Nunes)



quinta-feira, 3 de março de 2011

amor.com.br

Para a cabeça: cafuné
Para os ouvidos: boas novas
Para os olhos
: imensidãoPara a boca: beijo
Para a cabeça:
liberdadePara o peito: suspiros
Para as mãos: carinho
Para o quadril: música
Para os medos:
soluçãoPara os pés: asas
Para nós: amor